Cesar Pinto
Uma organização de franquias é, por definição, uma organização extensamente dispersa. Controlar uma operação de franquias proativamente, pensando no custo-benefício, requer solução flexível. Tal flexibilidade deve assegurar aos franqueados a expansão de seus negócios, facilitar o relacionamentos deles com os clientes, identificar as tendências do consumidor, e assim por diante.
Seja você um franqueador pequeno (máximo 20 unidades), e que pensa em crescer, ou dono de uma organização enorme de franquias, com unidades espalhadas pelo globo, e que deseja que o negócio continue a presperar, terá de fazer uso de aplicações inteligentes para atingir seus objetivos. Entretanto, a estratégia e as aplicações podem diferir, dependendo de seu tamanho. Mas, independente do tamanho, a infra-estrutura dinâmica é crítica.
Relação Franqueado e Franqueador – A relação franqueado-franqueador é quase sempre delicada. E, em geral, não é de colaboração recíproca. Entretanto, quando ocorre o inverso, ou seja, quando o franqueador administra efetivamente os franqueados, acaba por prestar-lhes uma grande ajuda. E eles atingem suas metas. A principal é a de ganhar dinheiro. Em conseqüência, eles ficam animados com o negócio, e orgulham-se de representar a marca. O investimento que o franqueador faz na administração das franquias, dá retorno para si mesmo também. O seu sistema de franquias passa a ser bem-visto e valoriza-se.
Por outro lado, se os franqueados administram mal suas empresas, o franqueador terá prejuízo. E quase sempre o franqueador é co-responsável nesse fracasso.
É desejável que o franqueador posse a olhar para o negócio de um franqueado e contar-lhe o que está dando errado. Quando o franqueado se concentra em uma pequena lista de assuntos relativos ao negócio, lista com base em análises de dados objetivos, e que requerem soluções objetivas, os resultados são sempre positivos. Se você, como franqueador, puder, periodicamente, passar essa lista para o franqueado, estará, de fato , aplicando no seu negócio o conceito de franchising. O conceito implica em assistência e orientação ao franqueado. Nós já verificamos que esse processo traz recompensas para o franqueador – é uma solução de ganho para ambas as partes.
Você poderá dizer que não há novidade alguma nestas coisas. E é verdade. Mas também é verdade que poucos aplicam esses conceitos. Por que? Porque eles demandam muito trabalho e, em geral, é difícil obter os tais dados objetivos nas franquias. Como dissemos, por sua própria natureza, as franquias se organizam de forma muito dispersa, o que dificulta o acompanhamento do que se passa.
O que podemos fazer? – Precisamos introduzir a cultura da informação no negócio das franquias. Este é o primeiro passo. A informação terá de ser coletada em todos os níveis de gerenciamento, na organização do franqueador. Há um colosso de dados circulando entre as empresas e que precisa ser registrado no dia-a-dia, para que o franqueador exerça o controle do negócio. Controle não no sentido de dirigir, comandar, mas de saber o que se passa e agir no que lhe compete. E é impossível ter esses dados à mão, para ações rápidas, sem a ajuda da automação.
Felizmente, hoje em dia, com a ajuda da informática, o que era complexo ficou simples. E a informática, essa coisa meio misteriosa para muita gente, está ao alcance de qualquer um. Especialmente porque ela chega ao consumidor final, no caso você (como franqueador ou franqueado), de forma muito simplificada. Esta simplificação é uma das virtudes de um bom programa de automação comercial aplicada às franquias.
Em outros artigos nós vamos mostrar, de forma detalhada, vários aspectos dessa inter-relação franqueados e franqueadores, de como as informações podem ser colhidas e usadas em benefício de ambos, e das franquias em geral.
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